A consideração da intenção construtiva como método de estudo da História

Meu método, ao estudar história, consiste em considerar que os objetivos dos grandes personagens são, em sua maior parte, positivos. Como positivo, porém, eu não quero dizer que são bons ou que queiram o bem, mas sim que pretendem alcançar algo, e não apenas destruir. Aspiram algo melhor, ainda que este melhor exista apenas dentro de suas cabeças.

Isso não quer dizer que, por esse método, devo ignorar as atrocidades cometidas no desenrolar histórico. Muito pelo contrário! Porém, assumo, em meus estudos, que, mesmo essas atrocidades, invariavelmente, possuem elementos de intencionalidade construtiva, ainda que seja a construção do Inferno na Terra. O fato é que considerar essa intencionalidade ajuda muito a entender os movimentos históricos.

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A inteligência limitada

A inteligência normal analisa os fatos e as ideias e daí tira os conceitos. A inteligência limitada, que, aliás, adora emitir opiniões, já tem os conceitos todos formados em sua cabecinha e, a partir deles, interpreta a realidade.

Ainda que se diga que as coisas são de tal e tal maneira, ela não consegue entender, pois a descrição, por mais exata que seja da realidade, não coaduna com as frases, os slogans e as nomenclaturas pelos quais ela aprendeu a enxergar tudo.

Para essa inteligência atrapalhada, o outro está errado, não por alguma falha lógica que tenha cometido, mas, simplesmente, porque as ideias dele não se encaixam no fantástico mundo projetado por ela.

A entrega exigida do autor intelectual

escritor-sofrendoPara empreender uma vida intelectual produtiva, muita concentração é exigida. Não apenas aquela atenção necessária para o momento da produção, mas uma consciência quase intermitente das razões fundamentais e dos objetivos buscados. Como o trabalho intelectual, quase nunca, é fruto de um átimo, não basta separar momentos de isolamento e dedicação exclusiva, mas é preciso que a matéria da qual trata esteja constantemente na mente do autor. … Leia mais

O esforço necessário ao exercício intelectual

esforco-intelectualEm uma cultura como a brasileira, tão avessa às questões mais elevadas, o empreendimento intelectual costuma ser visto como uma forma fácil de se viver, que não exige esforço, que não resulta em suor. As pessoas tendem a valorizar o esforço físico, vendo este como verdadeiro trabalho, enquanto quem passa o dia atrás de uma mesa, ainda que seja escrevendo uma enciclopédia, não tarda a ser chamado de sedentário. … Leia mais

Professor por vocação

Há os professores por profissão, que cumprem seus papéis, que são responsáveis, que gostam do que fazem e que até dão boas aulas. O mundo precisa deles. Se a maioria dos profissionais da educação fosse como eles, praticamente todos os problemas na área estariam resolvidos. Mas existe um grupo mais escasso, representado por poucos dentro do universo da pedagogia, e que não apenas oferece aulas satisfatórias dentro da matéria ministrada, mas torna o conhecimento dela algo altamente desejável.

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