A beleza da inteligência 

Um estudioso é, antes de tudo, humilde. O mero ato de abrir um livro subentende o reconhecimento ou, no mínimo, a esperança de que o autor tenha algo para lhe ensinar.

Além do que, se ele estuda é porque reconhece que precisa aprender e o ato de se abrir para o conhecimento disponível é de uma beleza indescritível.

Por isso, acho a afetação de quem se considera inteligente uma estupidez. Um pretenso intelectual arrogante, que se coloca diante dos outros como um superior, dá a prova cabal de que seu coração está posto no lugar errado.

Quem mais estuda mais aprende que há um infinito de coisas ainda a se saber. Um verdadeiro scholar tem plena consciência que por mais que conheça, existe muito mais a se conhecer, o que deveria obviamente torná-lo humilde diante dessa realidade.

Não que ele precise ser um bruto ou fingir que nada sabe. Longe disso! Sua postura deve ser de alguém que sabe exatamente sua posição, sem valorizar-se além do que realmente vale, nem desvalorizar-se como se não possuísse valor algum.

Na verdade, a beleza da inteligência está em não ser afetada a ponto de se tornar uma caricatura, nem rústica a ponto de parecer óbvia. Basta ser autêntica. Aí está seu encanto. Nisto reside sua formosura.

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Um comentário em “A beleza da inteligência 

  1. Lembrando Oto Lara Rezende:

    Não sou intelectual, sou apenas um curioso. E quando aprendo algumas coisinhas consigo ampliar os horizontes da minha ignorância.

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